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Colaborador segue trabalhando mesmo após o registro de ponto? Entenda o problema

Tempo estimado de leitura: 5 minutes

Você sabia que os colaboradores da sua empresa conseguem continuar trabalhando mesmo após o registro de ponto? Isso ocorre porque as ferramentas de trabalho ainda funcionam após o horário informado na plataforma de ponto. 

Esse tipo de atitude pode prejudicar a empresa, pois a Justiça do Trabalho pode interpretar como hora extra não remunerada. De acordo com a CLT, a hora extra deve valer pelo menos 50% a mais da hora normal trabalhada

Como muitas empresas aderiram ao trabalho remoto devido à pandemia de Covid-19, mandar email além do expediente acabou se tornando comum. Porém, a partir do momento em que o colaborador faz o registro de ponto, mas segue trabalhando, temos um problema.

Se o colaborador faz registro de ponto alegando que ele parou de trabalhar, mas manda um email, por exemplo, isso pode configurar hora extra. Contudo, como não há esse registro na folha de ponto, esse tempo a mais não é mostrado. Assim, a empresa acaba não pagando, e isso pode gerar sérios prejuízos.

Trabalhando após bater o ponto

Por que evitar que o registro de ponto fique inadequado

Em primeiro lugar, é importante reforçar que esse problema é responsabilidade da empresa e do gestor. Ou seja, todas as consequências de um registro de ponto inadequado recaem sobre vocês.

Você, gestor, sabe que esse problema pode estar acontecendo dentro da sua equipe? É importante analisar se está em pleno controle das atividades dos seus colaboradores.

Caso o trabalhador decida processar sua empresa devido a um registro de ponto errado, prepare-se. É um processo que, além de custoso, traz muita dor de cabeça. 

Se a empresa quiser alegar que isso era uma conduta do trabalhador, ela deverá provar que não tinha influência. O mesmo vale para o outro lado. Então, o melhor é não ter atitudes que podem prejudicar o empregador.

Não deixe brecha para interpretações

Em 2018, uma empresa de Minas Gerais foi condenada por fraudar o registro de ponto dos seus funcionários para não pagar horas extras. Nesse caso, a ação foi movida por uma funcionária, mas os colaboradores comprovaram a conduta errada da empresa.

Do mesmo modo que o colaborador não pode continuar trabalhando após registrar o ponto, a empresa também deve respeitar isso. No caso citado, especificamente, a empresa incentivava o uso do “ponto livre”. Ou seja, o colaborador batia ponto nos horários certos, mas podia fazer vendas fora desse horário. A questão é que os emails enviados pela própria empresa comprovaram o erro. 

Assim como o colaborador não pode ficar além do horário registrado, a empresa não pode compactuar ou incentivar esse comportamento. Não se pode, por exemplo, mandar um email além do horário do expediente, ainda que o colaborador não veja na hora. Se ele decidir processar, ele pode provar que a empresa não respeitava horários e o juiz concordar. Esse não é um prejuízo que você quer ter na sua empresa, certo?

Atenção ao registro de ponto do seu time

Antes de tudo, é preciso promover na empresa a cultura de respeito aos horários. Se o colaborador é novo, por exemplo, pode ser que ele queira mostrar seu trabalho. Por isso, acaba trabalhando mais do que deveria. No entanto, isso pode virar uma bola de neve e fazer com que ele adquira o hábito de seguir trabalhando após o registro de ponto.

Muitas vezes, porém, o colaborador opta por fazer o registro de ponto e continuar trabalhando por ter muitas tarefas a executar. Nesses casos, é preciso repensar a organização da equipe. O colaborador está sobrecarregado? Se não for o caso, então é necessário encontrar uma melhor forma de cumprir as tarefas dentro da jornada.

Contudo, existem ferramentas que ajudam a controlar o expediente do colaborador, evitando que ele faça hora extra sem autorização. No próximo post, nós vamos te mostrar como o Google Workspace é um aliado para evitar problemas com o registro de ponto. Antes, aproveite para conferir os 5 maiores problemas das horas extras.

Por fim, você conhece algum caso em que a empresa foi condenada na Justiça do Trabalho por horas extras? Conte para a gente!

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