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O que será do home office no pós-pandemia?

Desde março de 2020, muito se falou sobre qual seria o melhor modelo de trabalho no pós-pandemia no Brasil. Antes, a expectativa era de que já tivéssemos controlado o coronavírus em 2021, mas não foi o que aconteceu. Agora, com o avanço da vacinação, é possível traçar planos para o futuro. O tempo foi passando e as perspectivas a respeito do home office foram mudando. 

Em 2020, o trabalho remoto era apontado como uma das grandes tendências para o pós-pandemia. Uma pesquisa divulgada em junho do ano passado demonstra isso. Segundo o estudo, 86% dos profissionais entrevistados queriam continuar trabalhando em casa após a flexibilização das medidas restritivas. 

Contudo, passar tanto tempo na frente das telas trouxe efeitos colaterais. A “fadiga de Zoom”, por exemplo, tem acometido diversos profissionais. Ela consiste no cansaço de fazer videochamadas devido ao excesso de contato por esse meio. Além disso, muitos relatam ter dificuldade de conciliar trabalho e descanso no home office. Consequentemente, acabam trabalhando mais tempo e ficando mais cansados.

É claro que o fato de termos ficado isolados em casa por uma questão de segurança e saúde pública afetou o home office. Todos os problemas que vão além do trabalho impactam na qualidade da produção. Todo mundo está exausto. Mas, afinal, o trabalho remoto veio para ficar?

Home office no pós-pandemia

O trabalho à distância trouxe questionamentos sobre a necessidade de haver um espaço físico para exercer funções. Algumas empresas notaram que é possível ter resultados sem ter toda a equipe trabalhando no mesmo lugar. Organizações como a Coca-Cola e a Vale disseram ter tido um retorno positivo dos trabalhadores sobre o home office

O Itaú é outra instituição que também cogita manter o trabalho remoto, mesmo que só para uma parte dos funcionários. Isso demonstra uma mudança na mentalidade dos gestores e dos colaboradores. Se está funcionando, por que não manter? Anteriormente, como não havia outra opção, todos tiveram de se adaptar para continuar produzindo. Agora já ficou evidente que esse modelo de trabalho também funciona. 

No entanto, não é todo mundo que ainda se sente bem trabalhando de casa. Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia aponta que o home office aumentou problemas físicos e mentais nos trabalhadores. Então, como conciliar os benefícios do trabalho remoto e os do trabalho presencial?

Trabalho híbrido é solução para equilibrar o home office

Conforme a vacinação avança, é possível retomar parte do trabalho presencial. Dessa forma, o trabalho híbrido surge como uma opção interessante de equilíbrio. Pesquisas apontam a alternância entre os dias de ir ao escritório e os de home office como uma tendência. Nesse modelo, as conexões entre os colegas não se perdem. 

Ao mesmo tempo, os colaboradores têm a oportunidade de ficar alguns dias em casa. Assim, eles evitam o estresse do transporte público e do trânsito durante parte da semana. Isso ajuda a tornar a rotina de trabalho mais leve.

O trabalho híbrido traz mais liberdade para os colaboradores. Eles podem decidir onde cumprir o expediente e como construir a própria rotina. Essa flexibilidade gera mais satisfação e tende a engajar os trabalhadores a produzirem mais. Da mesma forma, proporciona bem-estar e um ambiente de trabalho positivo.

Contudo, esse modelo gera algumas dúvidas e inseguranças. A gestão de pessoas, por exemplo, pode parecer um problema. Por isso, nós preparamos um post para ajudar a solucionar essa questão. Leia “Como gerenciar uma equipe em trabalho híbrido” e tire suas dúvidas. Aproveite também para baixar nosso material gratuito oferecido neste post para mais dicas de gestão de time remoto.

O que levar em consideração na hora de decidir

No fim das contas, cada empresa deve avaliar o que funciona para o seu time e para a própria instituição. Já ficou evidente que é possível ser produtivo no home office. Resta definir se ele será mantido integralmente ou em parte. O trabalho presencial também é uma opção, mas ele é realmente necessário?

Pense nos custos do aluguel de espaço, nas contas de água, luz e energia. Não adianta pegar um lugar barato se ele não oferecer boas condições de trabalho. Inclusive, outro aspecto a ser considerado é se há espaço para distanciamento entre os colaboradores. Antes da pandemia, isso não era uma preocupação. Agora, porém, é preciso avaliar esse quesito, já que também influencia na segurança de todos. 

Por fim, abra um canal para ouvir a opinião dos colaboradores e mostre que a participação deles importa. Assim, eles se sentem valorizados e a chance de tomar a decisão mais benéfica para todos é ainda maior. Dependendo da situação, alugar um espaço apenas para reuniões e para funções administrativas e de RH é uma boa saída.

Não há resposta certa para a questão do home office. Cada empresa sabe quanto recurso tem disponível e quais são os pontos fracos a serem resolvidos. Vale lembrar que qualquer decisão exigirá um período de adaptação de todas as partes. Se os colaboradores se sentirem valorizados, eles certamente vão se empenhar para fazer dar certo. Por isso a participação deles é fundamental. Levante prós e contras e não esqueça de calcular os efeitos a curto, médio e longo prazo para tomar a melhor decisão.

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