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Home office: como a pandemia afetou a vida dos funcionários?

Adaptação é a palavra que dominou a rotina de quem pôde fazer home office com a chegada do coronavírus no Brasil. Como tudo foi afetado pela pandemia, no mercado de trabalho não foi diferente. No início, o trabalho remoto até que foi bem recebido. No entanto, os problemas foram aparecendo com o tempo e trouxeram preocupações.

pandemia

As relações entre os colegas mudaram, o jeito de fazer gestão também sofreu alterações. Foi preciso repensar a forma de trabalhar em conjunto para a produção continuar fluindo. Da mesma forma, questões como hora extra e saúde mental no trabalho viraram assuntos frequentes. 

Home office não é só alegria

Trabalhar em casa muitas vezes é sinônimo de conforto e flexibilidade. Na prática, contudo, não é bem assim. Muitos funcionários passaram a trabalhar mais tempo do que deveriam. A hora extra virou um entrave para a empresa e para os colaboradores. Além dos problemas jurídicos e financeiros das horas a mais, as instituições tiveram de lidar com trabalhadores exaustos.

Segundo levantamento da Robert Half, 40% dos entrevistados afirmam que se sentem estressados após mais de um ano de home office. A pandemia por si só já interfere nesse índice. Porém, o estudo ainda indica que a recuperação econômica tem elevado a carga de trabalho. Como os prejuízos foram muitos, as empresas querem retomar os ganhos o quanto antes. Dessa forma, sobrecarregam os colaboradores.

A mesma pesquisa também mostra que 26% dos entrevistados veem uma piora no equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida. Como o ambiente de trabalho e o de descanso é o mesmo, a dificuldade para separar as funções é maior. Do mesmo modo, estar muito conectado contribui para o cansaço do home office, já que a mente não desliga.

Como consequência, os sintomas da Síndrome de Burnout têm aparecido com mais frequência nos trabalhadores. Além disso, mais da metade dos brasileiros sofrem de ansiedade no ambiente de trabalho. A saúde mental dos funcionários já era um tema discutido nas organizações, mas tornou-se mais urgente com a pandemia.

Trabalho em equipe no home office 

A pandemia também prejudicou o entrosamento dos colaboradores. Estar presente no mesmo ambiente contribui muito para as conexões entre as equipes. A construção de relações de trabalho, por exemplo, ficou um pouco mais difícil com o home office. E para o trabalho se desenvolver melhor, unir pessoas que já se conhecem facilita o processo. Contratar funcionários durante esse período e inseri-los na equipe também virou uma questão para os gestores.

A mudança de ambiente, a dificuldade de adaptação e os novos hábitos impactaram diretamente na gestão de pessoas. Os coordenadores tiveram de se reinventar para conseguir fazer um time trabalhar bem à distância. O home office, que era um tema em debate para o futuro, acabou sendo implantado às pressas por motivos de força maior. Agora, o que se discute é o que vai acontecer após a vacinação contra a Covid-19.

Inclusive, o trabalho híbrido surge como uma alternativa para amenizar os problemas do home office. Nesse regime de trabalho, parte dos colaboradores vai ao escritório enquanto a outra parte fica em casa. Assim, há contato entre os colegas e a liberdade de escolher onde trabalhar é mantida. Para ajudar na decisão, temos um post sobre como gerenciar uma equipe em trabalho híbrido.

Possíveis soluções

Para maior controle sobre as horas extras, a Conecta possui um software que facilita a vida do RH e dos gestores. O Conecta Control permite o gerenciamento do acesso às ferramentas de trabalho. Além disso, possui integração com a Ponto Mais, e só libera o uso do perfil corporativo após o colaborador bater o ponto. Dessa forma, ele também ajuda a evitar processos trabalhistas por horas extras no home office. 

Quanto à sobrecarga de trabalho, organização e planejamento são fundamentais. Distribuir as tarefas igualmente também é necessário para que ninguém tenha atribuições a mais. É importante ter empatia e um olhar atento ao desenvolvimento de cada colaborador. Às vezes a procrastinação pode esconder problemas que vão além da preguiça. Um bom gestor sabe falar, mas também precisa saber ouvir. 

Essa postura gera respeito e prestígio dos colaboradores e deixa o ambiente de trabalho mais acolhedor. É exatamente disso que precisamos num momento tão pesado quanto o que vivemos. Se os funcionários se sentem bem trabalhando na empresa, eles tendem a se comprometer mais com suas funções. Assim, também são mais produtivos e rendem melhor.

Por fim, acompanhe de perto o trabalho dos funcionários. Dê feedbacks, converse com eles e se mostre aberto a conversas. Incentivar o acompanhamento psicológico pode ajudar no bem-estar de cada um. Mesmo que a empresa não possa oferecer o atendimento, a desmistificação desse processo é uma forma de apoio. Demonstra que os colaboradores são vistos como pessoas, não como máquinas. 

Aproveite para fazer um estudo dentro da própria empresa para saber sobre o rendimento no home office. Quanto maior a participação dos funcionários na decisão, maior a chance de acertar e ter um processo de transição mais fácil. O melhor jeito de enfrentar os prejuízos da pandemia é com união e respeito por cada colaborador.

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